De Atenas: Reflexões sobre a rebelião nas cidades inglesas


Welcome to Hackney! Londres, agosto de 2011.

Poucos dias após as declarações de representantes da polícia metropolitana - que chamou o povo para se tornar cafetões e dar informações dos anarquistas, cujas idéias se voltam contra o Estado, pois consideram-no desnecessário, indesejável e perigoso - dias depois de o próprio Estado assassinar a sangue frio um jovem, que por acaso era negro e era de um dos bairros mais marginais da Grã-Bretanha, a centelha tornou-se chama, e 16.000 policiais com cães, cavalos e balas tomaram as ruas para resgatar as lojas que foram queimadas de uma maneira espetacular. Na luta pela ordem e segurança (não esquecer que as Olimpíadas serão em menos de um ano) também é mobilizado o conceito da sagrada família, que, pela boca do vice-presidente do governo N. Clegg, é chamado a pegar seus filhos em casa, a onde pertencem e não às ruas da rebelião, e resgatam algumas lojas como a Marks e Spencer, Sony Store¹, ou algum outro templo do capitalismo. No entanto, a história mostra que nada pode parar as rebeliões. Depois de Brixton, Los Angeles, Buenos Aires, os subúrbios de Paris e Atenas, Londres está nos chamando, e o mais importante é que essa quimera não tem nada a ver com salários, aumentos, memorando... É a revolta de uma multidão, a que a barbárie do capitalismo não deixa respirar há dois séculos. De uma multidão que está cansada do conservadorismo de uma sociedade que se emociona apenas com chapéus e casamentos da alta sociedade, e pensa que sua vaidade se mascara e se esconde nas lojas agradáveis, nas ruas limpas com milhares de câmeras e nos policiais gentis que portam balas de borracha. Mas as pessoas, além dos falsos desejos e do cérebro letárgico, têm instinto. Um instinto que o Poder chama de primitivo e animal, mas na realidade é o instinto contra a injustiça. É o rugido da fera ferida ameaçando o caçador. É o grito do desempregado que vive com os subsídios de desemprego, do oprimido pelas leis, que tem crescido com milhões de câmeras em volta, do adolescente que vê seu futuro traçado, envolvido com álcool e drogas, tendo como única pausa a descarga barata de uma semana de férias em cada Faliraki de Rodas e em cada Mallorca do sul da Europa, do adolescente, onde as chaminés das fábricas escondem o céu. É a multidão que se recusa aos chefes de família, que como em Atenas², apoiados pela especulação dos meios de desinformação em massa, têm tomado a vassoura e pá para limpar "sua cidade" dos distúrbios. Uma cidade que não lhes pertence, pertence apenas aos seus produtos. Quanto aos saques e vandalismo, é sua resposta a este desumano mundo da abundância, já que a "destruição" na verdade é a superioridade humana ao produto. O roubo de televisões de plasmo por pessoas que cortaram a eletricidade indica a sua zombaria e exposição da mentira da riqueza. Por outro lado, é a multidão que não precisa do rótulo de indignado, porque simplesmente não se pergunta se está, se sente e está revoltado. Enquanto que a exploração, a injustiça e a violência do Poder continuam, mais cidades estarão queimando, proporcionando a satisfação e esperança de que nada acabou... P. S. Os mortos nos últimos dias são 4, e uma pessoa está agonizando depois de ser espancado por policiais, comprovando que a violência do Poder é a mesma em todos os lugares, e quando em perigo, mostra seus dentes, tanto no "primeiro mundo" como no "terceiro". Assembléia aberta dos anarquistas de Peristeri [1] A foto em anexo é da loja Sony Center em chamas. [2] N.d.T. Um grupo de supostos "amantes de Atenas", que acreditam que o problema da cidade é a limpeza e da ordem. Uma verdadeira muleta da ideologia dominante, tanto na teoria (se é que a tem), quanto na prática. [notícia veiculada por agência de notícias anarquistas-ana]
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Coletiva de imprensa de familiares dos anarquistas encarcerados no primeiro julgamento contra a Conspiração das Células de Fogo em Atenas

Com rostos tristes e cansados, características próprias de um pesadelo que
durou vários meses, mas com dignidade e determinação em seus olhos, pais e
mães dos condenados no caso da Conspiração das Células de Fogo, deram as
boas-vindas aos amigos, jornalistas e dezenas de outras pessoas de
diferentes idades, reconhecidas ou não, que chegaram à sala da ESIEA (União
de Jornalistas do Daily Newspaper de Atenas) para uma coletiva de imprensa.

Uma semana após a decisão dos três membros do tribunal de apelações, que
condenou de 11 a 25 anos de prisão seis dos nove acusados, os pais, mães e
advogados dos condenados não estão dispostos a se render. Na coletiva de
imprensa acusaram o tribunal de uma "decisão política", "desumana e
vingativa"; afirmaram, mais uma vez, que as três explosões não causaram
nenhum ferimento ou morte de ninguém, para justificar um total de 130 anos
de prisão que o tribunal proferiu a seus filhos.

Um silêncio prevaleceu no recinto quando a voz trêmula da senhora
Hadjimihelakis, mãe de Haris Hadjimihelakis (de 19 anos) condenado a 25 anos
de prisão, leu a declaração coletiva dos pais e mães: "Foi uma decisão
injusta, cruel, exaustiva, absurda, arbitrária, desumana, vingativa. Foi uma
decisão baseada na lógica nazista de responsabilidade coletiva, tendo como
alvo indivíduos, com base unicamente em sua ideologia", disse a Sra.
Hadjimihelakis.

Ela acrescentou que, "às infames ‘explosões’ foram mostradas que não
causaram nenhum perigo para qualquer pessoa e que os depoimentos das
testemunhas esclareceram absolutamente que eram ações dentro da ‘esfera’ de
protesto político". Quanto aos resultados das "explosões", inclusive
através da experiência dos responsáveis pelos serviços, foi demonstrado que
se tratava de fogos de artifício, com uma quantidade não padronizada de
pólvora, que pode causar uma deflagração e não uma explosão.

Ela seguiu suas declarações em termos políticos, insistindo que "a justiça
castiga brutalmente e impiedosamente, destrói jovens pela conjectura e
conclusões, e não ações. E deixa impunes os envolvidos em grandes escândalos
políticos e econômicos, que colocam em risco a vida das pessoas e a
estrutura constitucional do país".

*agência de notícias anarquistas-ana*
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Squat Skaramaga: desalojo, reokupação, resistência

Na manhã do dia 29 de julho, os squats Skaramaga e Patission 61 foram desalojados por pesado contingente policial, seguido de ação legal dxs proprietárixs do imóvel. Uma pessoa que entrou no prédio para estar presente durante os procedimentos de despejo foi detida. Outras setenta pessoas que tentaram se aproximar do prédio foram empurradas de volta por forte força policial. [Veja aqui os vídeos: vídeo 1 vídeo 2]

Abaixo, ações de solidariedade ao espaço e seus okupantes:

Ação de solidariedade com a Okupa Skaramaga

A 2 de Agosto, membros da Contra Info colocaram um banner escrito em Inglês em solidariedade com a Okupa Skaramaga no pátio da Escola Politécnica de Atenas (Polytechnio), na rua Patission.

Banner solidário na Politécnica.

Também foi distribuído o seguinte texto de contra-informação sobre a incursão policial na Okupa Skaramaga – em Inglês e Francês – durante o encontro de solidariedade na Praça Monastiraki:

ESTADO E PATRÕES ATENTEM BEM: MANTENHAM AS VOSSAS PATAS BEM LONGE DA OKUPA SKARAMAGA

Na manhã de sexta-feira, 29 de Julho de 2011 as forças repressivas e persecutórias do Estado grego efectuaram de novo uma operação de estilo militar em pleno centro da cidade de Atenas.

Assassinos em uniforme – ou seja polícias gregos – invadiram uma okupa  anarquista na junção do nº 61 da Rua Patission com a Rua Skaramaga, bloqueando o edifício mais de cinco horas ao apelo de um delegado do proprietário “legítimo”, o Fundo das Pensões dos marinheiros (ΝΑΤ). Os polícias confiscaram todos os computadores e um servidor de internet da Okupa. Para além disso, um dos ocupantes que tinha entrado juntamente, a fim de estar presente durante as investigações, foi preso e mantido sob custódia na esquadra de Omonia. Acusado de três delitos, só foi libertado no sábado seguinte tendo sido marcada para 10 de Agosto a sua data de julgamento.

Esta operação policial não surgiu do nada. Em particular e nesta  zona central da cidade  as Okupas anarquistas da Villa Amalias e de Skaramaga tinham sido já  atacadas pela polícia e pelos fascistas em Maio, no contexto dos violentos ataques contra os e as imigrantes, -realizados no centro de Atenas pelos nazi-fascistas, tendo por pretexto a brutal morte de Kantas Manolis, enquanto que grupos neo-nazis lançavam pogroms- ferindo centenas de imigrantes e apunhalando mortalmente Alim Abdul Manam, do Bangladesh.
A Okupa Skaramaga é um dos projetos anarquistas alargados que emergiu da revolta de Dezembro de 2008. Desde então, ela tem resistido como ponto de encontro dos movimentos sociais radicais assim como uma rampa de lançamento para indivíduos e coletivos que lutam pela emancipação social.

Este ataque aconteceu poucas horas antes da expulsão de ocupação de tendas na Praça Syntagma ao amanhecer de sábado, dia 30 de Julho. A desocupação da Praça Syntagma foi dirigida por Eleni Raikou, o mesmo que ordenou o despejo imediato da Faculdade de Direito de Atenas, onde 300 imigrantes-trabalhadores tinham iniciado uma greve de fome em Janeiro de 2011.

Os atos de repressão da Junta democrática, da semana passada, ocorreram um mês depois do Estado cometer crimes contra milhares de manifestantes, durante a greve geral de 48 horas, de 28 e 29 de Junho. Pelo menos 500 pessoas ficaram feridas e 23 foram detidas na sequência das manifestações contra o novo plano de austeridade e a degradação das suas condições de vida.

Tomamos posição contra o , a opressão e o genocídio social orquestrados pelo Estado e pelos patrões, pela resistência, pela solidariedade, pela auto-organização das lutas sociais, sem compromissos.

Ocupantes e companheiros de solidários reocuparam o edifício de squat Skaramaga e acções de  solidariedade internacionais serão bem-vindas. Qualquer ataque por parte do Estado e / ou pelos neo-nazis contra Okupas como a Skaramaga, é um ataque contra o movimento anarquista internacional e não será tolerado. Nós lhes barraremos o caminho e rispostaremos!

Parem IMEDIATAMENTE todas as perseguições contra as Okupas!

Em solidariedade,
Contra Info, Rede de tradução de Contra-Informação
contrainfo.espiv.net

Chania, Ilha de Creta: Banner em solidariedade ao squat Skaramaga

Banner pendurado no velho porto de Chania em um ato solidário do squat Rosa Nera. No banner lê-se: SOLIDARIEDADE COM O SQUAT SKARAMAGA / TIREM SUAS MÃOS DOS SQUATS

Banner solidário em Chania, Ilha de Creta.

Paris: um banner em solidariedade com a Okupa Skaramaga

Companheiros da Okupa  Buissonnière, nos arredores de Paris, em  Fontenay-sous-Bois, expuseram um banner em grego, em solidariedade com a Okupa Skaramaga & Patission 61 de Atenas.

Banner solidário em Paris.

[notícias publicadas em contra info e from the greek streets]

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Nova transferência de um membro da O.R. Conspiração das Células de Fogo

O.R. CCF

No dia 9 de Agosto, Giorgos Polidoros foi transferido algemado da prisão de alta segurança de Corfu para o centro de detenção geral de Grevena devido a uma transferência disciplinar.

Logo de seguida os guardas prisionais de Grevena tentaram derrubá-lo enquanto o companheiro ainda estava algemado. Este resistiu e os carcereiros foram forçados a recuar acusando-o de uma nova infracção disciplinar de insubordinação.

Actualmente, ele está confinado a uma cela no presídio. Após uma intervenção por ele e pelos jovens internos da zona E2 (onde o companheiro Christos Tsakalos está preso), o serviço prisional e o sargento Yannis Ramogiannis comprometeram-se a transferir Giorgos Polidoros, após o fim da pena disciplinar (cinco dias de punição), para uma zona particular. Estamos a acompanhar o caso…

Companheiros em solidariedade

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Para uma melhor e mais directa comunicação com os presos-membros da O.R. Células de Fogo uma caixa postal foi aberta: Τ.Θ. 51076, Τ.Κ. 14564, Atenas-Grécia

[retirado de contra info]

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O governo põe em prática a eliminação do anonimato dos blogs gregos

Orwell, em sua famosa obra “1984”, sustentava que a classe dominante em uma sociedade distópica dominaria o resto da sociedade pela repressão e censura. Huxley, em seu igualmente conhecido “Um mundo feliz”, argumentava que a classe dominante em uma sociedade distópica dominaria os outros, transformando-os em “abobados”. Assim, não proibiria nada, porque não os haveria castrado ideologicamente, por que não se importariam em nunca descobrir que são vítimas de uma exploração impiedosa. Portanto, não há necessidade de repressão (porque ninguém se mobilizará), nem necessidade de censura (já que ninguém vai dizer algo realmente ameaçador para a classe dominante). As pessoas se sentirão “livres” para dizer o que quiser, sem que a classe dominante tenha um problema com isso, porque simplesmente estará assegurada “para escravizar suas mentes”. De fato, ambas as obras tem razão; ambos os métodos são utilizados. E quanto mais método de Huxley falhar (a “castração ideológica”) mais o método de Orwell é utilizado, pela classe dominante (censura, repressão, etc.). Hoje em dia, principalmente porque os trabalhadores do Ocidente não vão ficar de braços cruzados, aceitando um retorno a uma exploração do tipo medieval, notamos um forte aumento da repressão e da censura. Se a classe dominante não é detida, em breve veremos a continuação desta política, ou seja, prisões de dissidentes políticos, como na China, por exemplo. Pela mesma lógica que a classe dominante concorda com os salários da China, concordam com a repressão aos trabalhadores, como a da China. E, claro, essa supressão não é apenas “de natureza policial”, com grupos antidistúrbios atingindo as pessoas mobilizadas contra a classe dominante, mas também “de caráter ideológico”: a Internet é agora muito mais “livre” em comparação com outros meios, tendo dificuldade os governantes de controlá-lo, mas tentando obter o controle de forma lenta e gradual. Mais uma vez a China tem indicado o caminho, com grande “êxito” no campo da censura na Internet.

Na Grécia, o Poder tem jogado da mesma maneira, embora copiando, como sempre, os passos das elites dominantes da Europa e dos Estados Unidos. O Ministro da “Justiça” anunciou alguns decretos-lei, de modo que possam identificar os administradores dos blogs gregos, e para eliminar o anonimato (privacidade) das comunicações, em matéria de “mais delitos do que os permitidos pela lei atual”. Portanto, tudo o que perturbe o poder na Internet e questione sua dominação, é batizado crime e é reprimido. “A Internet tem que parar de abrigar encapuzados, sem que se questione a liberdade de expressão e opinião”. Tendo identificado os encapuzados por anos no subconsciente do telespectador, como uma ameaça à segurança da sociedade e da normalidade, agora são usados como pretexto para a transformação da sociedade em uma repetição das individualidades. Não se questionará a liberdade de expressão e de opinião se pode perceber apenas como uma brincadeira de mau gosto. O seguinte é indicativo, mesmo para aqueles que ainda têm dúvidas: “As autoridades tem que estar autorizadas a solicitar aos servidores os dados do usuário que são acusados de atos puníveis, sem pedir a permissão da Autoridade de Garantia da Confidencialidade de Telecomunicações”. A partir de agora, a resistência ao totalitarismo e sua ideologia será chamada de “crime”, “terrorismo” e “ato punível” e será reprimida pela lei que o Regime está tentando promulgar.

O terreno começou a ser preparado pelos porta-vozes do Poder, pelos meios de desinformação da mídia, e passividade. Por exemplo, o jornal “Kathimerini” pede a abolição do anonimato na Internet: “Na Grécia, nos últimos anos, tem sido alimentado, infelizmente, um fenômeno doentio de sites anônimos, que estão envolvidos em assédios pessoais, ameaças e até chantagens. O cidadão comum, no entanto, não pode saber quem, ou melhor, quais interesses estão escondidos atrás de vários sites, ao contrário de jornais e outros meios de comunicação, que possuem nome e endereço. É tempo, portanto, que exista uma legislação correlata, que imponha regras sobre a Internet e leis que regem a informação em todos os outros meios”.

Sob o pretexto da segurança (o que mais?) e falando de forma arbitrária e em nome do cidadão médio, a muleta do Regime visa encobrir e silenciar a questão da censura e da política do novo totalitarismo: a população está sujeita a uma lavagem cerebral, a castração ideológica, que tem como objetivo seu entorpecimento, a conversão da população em um rebanho de criaturas tímidas, dóceis e lobotomizadas, que terão a ilusão de que tudo vai bem, já que vão ter a ilusão de que a realidade apresentada é a única. O que não se mostre em conformidade com a ideologia dominante e não está sujeito à imposição deste projeto será reprimido. No entanto, essa repressão será implementada de tal forma que conte com o consenso da sociedade. Neste contexto está incluída a tentativa de desorientação do exemplo anterior. As táticas dos governantes, desde logo, não só diz respeito somente a Grécia. A tentativa de eliminar o anonimato é universal. Aqui, por exemplo, podemos ver o “caso” mais recente de um executivo do Facebook pedindo exatamente isso. O exemplo da Grécia, no entanto, diz respeito a todos.

Fontes: tsak-giorgis.blogspot.com , ciaoant1.blogspot.com.

agência de notícias anarquistas-ana

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Carta de Mónica Caballero em solidariedade com os compas do “Caso Halandri” na Grécia

mexeu com umx mexeu com todxs

mexeu com umx mexeu com todxs

[N.FG.: Mónica Caballero está sendo acusada num caso montado pelo Estado chileno conhecido como “Caso Bombas”. Nesta carta, presta solidariedade axs acusadxs de terrorismo pelo Estado grego no “Caso Halandri”.  A solidariedade mútua entre anarquistas revolucionárixs gregxs e chilenxs já vêm acontecendo regularmente, criando laços e fortalecendo a luta.]

Enquanto aguardo o início do julgamento midiático espetacular político-jurídico-policial chamado “Caso Bombas”, quebro o silêncio da prisão domiciliar para enviar saudações fraternas aos companheiros e às companheiras da Organização Revolucionária Conspiração das Células de Fogo, cujo primeiro julgamento teve o seu marco ontem [19 de julho]. Assistiu-se à tomada de medidas exemplares e à vingança por parte do/as poderoso/as no território dominado pelo Estado grego.

Pode parecer uma péssima estratégia para alguém que está arriscando uma pena de 20 anos de prisão – acusada de participar numa inexistente associação ilícita terrorista e na colocação de engenhos explosivos – se solidarize com pessoas que se declararam culpado/as, mas não me interessa entrar na lógica dos opressores e ficar impávida vendo como encarceram guerreiro/as que enfrentam esta sociedade e que se convenceram da necessidade de passar à ação, atacando.

A solidariedade com aqueles que passaram à ofensiva tem sido sempre criticada por todos aqueles pseudo revolucionários que vêem as práticas anti-autoritárias como uma bela prática da juventude, mas quando a guerra acarreta custos elevados se apressam a sair de cena e a serem meros espectadores de uma batalha, já que não tiveram nem ovários nem culhões para a seguir; por outro lado não se trata de fazermos uma imolação em grupo e entregarmo-nos de bandeja ao inimigo, mas o que aconteceria se não se tivessem gestos solidários com quem foi atingido pelo capital? É menos perigoso apoiar somente os que são legalmente inocentes? Eu sou anarquista e não me interessa as leis da sociedade. A solidariedade não é somente uma palavra bombástica nos comunicados, é uma prática material e concreta. Qualquer anti-autoritário enjaulado não pode sentir-se abandonado seja qual for o lugar onde se encontre. Amanhã pode ser tarde…

Para os encarcerados do “Caso Halandri”: leio os vossos comunicados e declarações, muitas das vossas cartas as faço minhas e as guardo como um belo tesouro, mesmo sem nunca termos trocado qualquer palavra. Saudo-vos daqui companheiros e companheiras, as vossas longas penas me calam até aos ossos. A hegemonia do poder usa (usará) as mesmas estratégias, o processo que está ocorrendo nesta parte do mundo é uma cópia má de outros processos, o vosso caso será um modelo a seguir para muitíssimos governos, é como “a grande vitória antiterrorista”, mas estas idéias persistem desde que surgiu a mais bonita das desobediências, não se derrotam, pelo contrário, se fortalecem em outro/as que as trazem tatuadas no peito. Imagino a cara de prazer dos guardas ao ver os corpos de tão dignas pessoas atrás das grades, a raiva e o nojo me embriagam a tal ponto que consegue me colocar no lugar de vocês. A prisão, a morte e a fuga constam do DNA do/as irredutíveis, são os custos por morder as correntes. As muralhas e as fronteiras nos separam, as idéias nos unem. Um gesto mínimo… espero que lhes roube um sorriso nestes duros momentos.

Aproveito a ocasião para enviar um abraço solidário a Sílvia, Costa e Billy.

Ofereço-lhes um poema de Sandra Trafilaf, prisioneira política da ditadura militar de Pinochet escrito por volta de 1984:

“Cercas e portas metálicas

assombram este submundo

tentando aprisionar a nossa alegria de viver e amar

as cartas dos meus companheiros

revoluteiam neste improvisado gabinete

gritos e vozes ao longe

juntam-se às suas palavras

memórias confusas, obscuras

de explosões assassinas

e no entanto permanecem ainda

impregnando-me de lutas e vitórias.

Não estou sozinha”

Mónika Caballero,

Anarquista à espera de julgamento.

Domingo, 24 de julho de 2011

Ps: Agradeço a cada indivíduo e/ou a cada comunidade que difunda esta comunicação e torne possível a interação com os companheiros e companheiras.

[tradução: liberdade à solta / veiculação: agência de notícias anarquistas-ana]

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É concedido um edifício municipal a um esquadrão nazista em Atenas

Há poucos dias a administração da cidade de Atenas, tendo como pioneiro o prefeito George Kaminis, concedeu um edifício municipal, na Rua Filolaou, Nº 159, a um esquadrão nazista, a fim de acomodar os escritórios de seu partido. O escritório especial foi nomeado para as necessidades das comissões da escola regional e, a despeito da condenação unânime do segundo conselho comunal, as chaves foram entregues aos fascistas.

Na primavera de 2009, membros para-estatais do grupo Xrisi Augi (Amanhecer Dourado) encarregaram-se de um parque recreativo na Praça de San Pantelehmonas, resultando no atropelamento da vitalidade de centenas de crianças locais e imigrantes. Como se isso não bastasse, colocaram na agenda diária do bairro espancamentos, intolerância, racismo e o recrutamento de crianças de escolas próximas. E, lamentavelmente, não param por aí. Seu rico resumo compreende ataques mortais contra imigrantes e refugiados, intimidação aos jovens nas praças e lugares públicos e ataques a ativistas, okupações e áreas sociais.

Os fascistas buscam se estabelecer nos escritórios da Rua Filolaou, adquirindo assim outra base para suas atividades terroristas. Eles desejam tranqüilos semear em nossos bairros as sementes do canibalismo social e do terror, onde ao mesmo tempo uma grande parte da sociedade se levanta e luta coletivamente. Eles querem envenenar a sociedade com ódio racial e explosões nacionalistas, enquanto as desigualdades de classe crescem e se aprofunda a injustiça social. Não é por acaso que, em maio passado, eles se aproveitaram da morte trágica de Manolis Kantaris para lançar o terror no centro de Atenas. Também não há coincidência que na manifestação contra o memorando de 28 de junho, enquanto a polícia estava lidando com o uso de produtos químicos para dispersar a decisiva multidão de manifestantes, membros da Xrisi Augi se abraçaram com as forças do grupo MAT (polícia antidistúrbios), que na realidade os contrabandeava no pátio do Parlamento grego, a fim de proteger seus comparsas fascistas da ira da multidão.

Estamos dispostos a tolerar aos nazis atuando tranqüilos em nossos bairros? À pobreza, desemprego, miséria, nós respondemos com solidariedade. Ao racismo e à segregação social, respondemos com a comum, auto-organizada luta de nativos e imigrantes, jovens e idosos, trabalhadores e desempregados.

antifa

Ao canibalismo à alienação respondemos com coletividade.

A luta contra o fascismo é uma questão de vida e dignidade.

Nem um só espaço aos inimigos da liberdade.

O fascismo não é apenas um espetáculo na mídia. Nem em Pagkrati, ou em qualquer lugar – Nazis fora dos bairros!

Assembléia de Moradores

 

[veiculado por agência de notícias anarquistas-ana]

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Carta do prisioneiro político anarquista Theofilos Mavropoulos que se encontra preso em Koridallos

Theofilos Mavropoulos foi preso há dois meses após ser ferido durante um confronto armado com dois policiais (que também receberam a sua cota de ferimentos) no norte de Atenas. Passou várias semanas no Hospital da Cruz Vermelha antes de ser transferido para um hospital da prisão e logo após para a Ala A do presídio Korydallos. Abaixo a sua primeira carta aberta de longa-metragem.

“Um revolucionário é como um kamikase, simplesmente não aceita o destino que a máquina lhe atribuíu. É fácil quando é para solicitar uma vida que valha a pena viver. Já aqueles que negam totalmente essa sociedade, esses enfrentam o risco de morte. A luta contra o modo de vida existente é um armado adeus – Guerra ou suicídio”

Colaboração de várias pessoas para a realização do negativo
(no exterior)

Do panfleto

No dia 18/5/2011 na região de Pefki, eu e outro companheiro tivemos um encontro acidental com a polícia. Queriam-nos parar, nós tentamos seguir mas algo falhou (um policial colidiu com esse companheiro enquanto tentava escapar) e assim, querendo nos livrar dessa situação eu fiz a escolha, a escolha política da luta armada. Querendo escapar das garras dos pretorianos armados da democracia e já que nós não podíamos nos render sem lutar, decidindo assumir os riscos, foi dada a oportunidade ao meu camarada (que estava desarmado) de fugir. Ele obteve sucesso na fuga usando a própria viatura policial, mas eu não pude segui-lo devido aos meus ferimentos.

A razão pela qual eu e esse companheiro não parámos no controle policial deve-se à escolha consciente da ilegalidade revolucionária. A última e obrigatória escolha de alguém que nega a imposição de aprisionamento em nome da “justiça”.
A condição de ilegalidade envolve uma vida na ponta da navalha, onde as escolhas se tornam cada vez mais difíceis à medida que os riscos aumentam exponencialmente. “Legalidade” é, portanto, de uso óbvio para uma entidade revolucionária. Contudo, por todxs aquelxs revolucionárixs que se encontram perante o dilema de se render ou não, o quão fácil ou o quão difícil elxs vão “vender os seus cadáveres” dependerá da sua própria reserva de desobediência. Como no caso dos “ladrões de negro”, que durante muitos anos escolheram a liberdade ilegal em vez da detenção e encarceramento, e mais especificamente Simos Seisidis que se recusou a parar numa operação stop policial e perdeu uma perna devido às balas policiais. São exemplos que enchem os nossos corações de orgulho e força.

De agora em diante eu me defino como mais um prisioneiro político anarquista revolucionário nas mãos do Estado. Um estado que antecipando-se aos já esperados distúrbios e mobilizações sociais aperta os laços da sua submissão abolindo direta ou indiretamente diversos pretextos democráticos (abolição do anonimato de telefones, obrigação de ser portador do documento de identidade, prêmios pela cabeça dxs que lutam, publicação de fotografias destes mesmos resistentes, a prisão de alguns deles sem provas, a lei do capuz…).

Tais movimentações, no entanto, não conseguem travar a guerra de consciência generalizada que está ocorrendo. Uma guerra multiforme, no aqui e agora, em constante evolução, visando a inversão do rumo que as coisas levam. Uma guerra revolucionária. Sem um começo, meio ou fim, mas com muitas frentes de batalha. Das assembleias abertas às manifestações dinâmicas e combativas, dos ataques da guerrilha armada  até às mínimas influências do cotidiano que nos fazem progredir a nível individual e coletivo.

Para que o movimento anarquista/anti-autoritário seja eficaz contra as movimentações metódicas do inimigo não devem ocorrer fracturas no seu seio. Simulações, vaidades individuais, disputas pessoais, inveja, mas principalmente a tolerância e o consentimento para com este tipo de atitude deveriam dar lugar à contínua recomposição e atualização do movimento. Especialmente neste momento em que observarmos as tentativas de internacionalização organizada da ação subversiva, da América Latina até a Europa, esta necessidade é mais do que nunca importante.

Também o fato do número de prisioneiros políticos ter aumentado tanto, recentemente, nos encaminha para várias conclusões. Para além da questão referente à nossa solidariedade, que é substancial quando é bidirecional e agressiva, precisamos ter em conta a necessidade de as forças subversivas estarem sempre um passo à frente do inimigo.
Para ganhar uma guerra, não são necessárias apenas a vontade e a habilidade mas também a estratégia. Quando o oponente move os peões, você também precisa movê-los.

A forma que cada um escolher como irá lutar é uma responsabilidade e uma escolha individuais. Partindo, portanto, do indivíduo, tudo o que é preciso é coletivizar o desejo comum de lutar contra a autoridade. É claro que a correlação de forças terá o seu papel a desempenhar,mas o que é importante, porém, é o esforço para inverter essa correlação a nosso favor.

A disseminação das ideias cumpre uma função de extrema importância. O fortalecimento quantitativo e qualitativo é necessário. Além disso, as baixas são estatisticamente determinadas durante uma guerra. Contudo, o motivo para a existência de avanço revolucionário em potencial, doravante, não reside apenas na sua  inconveniente  integração nas camadas sociais mais baixas. É também a engrenagem soberana das relações capitalistas e suas percepções nas vidas de todxs os que se conhece serem desprivilegiados em todas as classes sociais e econômicas. Quando a vida humana se torna um produto nas prateleiras do supermercado e do marketing qual a utilidade de falar sobre produtos caros ou baratos, quando tudo tem o seu preço? Sem dúvida nas classes pobres e exploradas existem saudáveis revolucionários, no entanto também existem súbditos leais,muitos súbditos leais…

“Aqueles de entre vocês que hoje observam suas crianças brincando despreocupadas no parque de diversões e nos pátios da escola, não se surpreendam se amanhã você os ver formando alianças revolucionárias ou participando de ataques armados contra o Estado e o capital.”

ortanto, com consistência e insistência bem como através do inesgotável estado de espírito de luta, muito pode ser feito.
O grau de conciliação pode ser diferente.Tampouco floresce nos anfiteatros ou se extingue nos barris das armas, mas o objetivo é a mesmo: REVOLUÇÃO PRIMEIRO E SEMPRE.

…As minhas impressões digitais foram encontradas no apartamento em Kallithea e Nea Ionias  em Volos. Eu não posso assumir a responsabilidade política e histórica da minha participação na organização revolucionária Conspiração Células de Fogo, visto eu nunca ter tido uma articulação configurada no mundo político da organização, da qual eu discordo em determinados pontos. Deste modo, eu declaro com clareza que eu não era um membro da o.r.C.C.F.

De maneira alguma, no entanto, essas divergências impediram o caminho que esculpimos em conjunto. Juntamente com os camaradas da C.C.F: nós evoluímos, aprendemos uns com os outros e assim avançámos fortalecidos, atuando pela liberdade na perspectiva revolucionária. E são por estas razões que eu me declaro orgulhosamente PRESENTE nas casas de Kallithea e Volos, presente também nas vidas dos membros da o.r.C.C.F.

Reconhecendo a sua ação revolucionária, eu me levanto em solidariedade a todos os membros da organização que foram presos e lhes envio saudações revolucionárias.
O panfleto “o sol continuará nascendo” deveria se tornar um prelúdio de uma nova e mais impiedosa, destrutiva e ofensiva cíclica de hostilidades.
Companheiros, seja qual for o custo, nós não curvaremos a cabeça.

EM HONRA AO ANARQUISTA LAMBROS FOUNDAS, MEMBRO DA LUTA REVOLUCIONÁRIA

SOLIDARIEDADE PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS

ATÉ A DESTRUIÇÃO DA ÚLTIMA PRISÃO, NINGUÉM É LIVRE

18 de Julho de 2011
Theofilos Mavropoulos

Primeira Ala das prisões Koridallos

tradução de FogoGrego

fonte: actforfreedomnow.wordpress.com

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Chamada Internacional por Solidariedade à Luta Revolucionária

O dia 5 de Outubro foi escolhido como o dia em que o julgamento da Organização Revolucionária Luta Revolucionária irá começar. Tal julgamento acontecerá na sala de tribunal das prisões Koridallos.

Serão julgados oito acusados, que de acordo com uma ordem recente da Corte de Apelação, responderão por participação na organização revolucionária.

Os acusados no caso da Luta Revolucionária são: N. Maziotis, P. Roupa, K. Gournas, Ch. Kortesis, V. Stathopoulos, S. Nikitopoulos, K. K. (foragido), e M. Beraha (esposa de K.Gournas).

Os primeiros três acusados, Maziotis, Roupa e Gournas foram responsabilizados pela organização e permanecem presos, mas no meio de Outubro, o décimo oitavo mês de período de detenção expira. O resto dos indiciados respondem em liberdade.

Kortesis, Stathopoulos e Nikitopoulos foram soltos recentemente, em termos, da prisão, após duas decisões do conselho dos juízes de apelação, visto que o Supremo Tribunal Federal aplicou primeiramente uma retratação (confissão de erro), e logo após uma outra foi feita que ratificava as decisões dos juízes de apelação.

As acusações de cada indivíduo dizem respeito à crimes contra a constituição e participação em organização terrorista, fornecer a manufatura e possessão de materiais explosivos, explosões, e numerosas tentativas de homicídio.

A Luta Revolucionária foi responsável por vários ataques, entre os quais o ataque através de um lançador de foguetes contra a embaixada americana, no dia 12 de Janeiro de 2007, e o ataque armado contra a polícia na rua Bouboulinas, no dia 5 de Janeiro de 2009.

A Luta Revolucionária é a provável responsável pelos seguintes ataques, todos em Atenas:

5 de Setembro, 2003: Bombardeio no tribunal de justiça.

14 de Março, 2004: Bombardeio numa subsidiária do Citibank no bairro Psychico.

5 de Maio, 2004: Bombardeio numa delegacia de polícia, no bairro Perissos.

29 de Outubro, 2004: Bombardeio de ônibus da polícia.

2 de Junho, 2005: Bombardeio no Ministério do Trabalho

12 de Dezembro, 2005: Bombardeio no Ministério das Finanças na praça Syntagma, próximo ao Parlamento.

30 de Maio, 2006: Tentativa de assassinato de Georgios Voulgarakis, o então Ministro da Ordem Pública, hoje Ministro da Cultura.

12 de Janeiro de 2007: Ataque com o lançador de foguetes anti-tanque Wasp 58 contra a Embaixada dos Estados Unidos.

30 de Abril, 2007: Tiros contra uma delegacia de polícia no bairro Palaio Faliro.

24 de Outubro, 2008: Bombardeio contra escritórios da Shell no bairro Palaio Faliro.

23 de Dezembro, 2008: Tiros contra um ônibus da polícia anti-motim, próximo à Universidade de Atenas no bairro Goudi.

5 de Janeiro, 2009: Tiros contra a polícia que agia protegendo o Ministério da Cultura no bairro Exarcheia. Um policial anti-motim gravemente ferido.

18 de Fevereiro, 2009: Carro bomba contra a sede do Citibank no bairro Kifissia. A bomba falhou.

9 de Março, 2009: Bombardeio contra subsidiário do Citibank no bairro Nea Ionia.

12 de Maio, 2009: Bombardeio contra subsidiário do Eurobank no bairro Argyroupoli.

2 de Setembro, 2009: Carro bomba causa danos graves contra o prédio da bolsa de valores.

“Os três camaradas que se responsabilizaram pelas ações da Luta Revolucionária mostram que lutar pelo que se acredita não é uma tarefa que só a “elite” pode assumir. Esta luta está contida em todos que sofreram (e sofrem) neste sistema que foi criado para nos controlar. O Estado sabe que ele próprio e suas instituições são os verdadeiros terroristas, e enquanto não existir ninguém contrapondo-se, eles não tem nada a temer. É hora de mostrá-los que estamos fartos disso e atacar de todas as formas possíveis.”

SOLIDARIEDADE AOS 5 ACUSADOS NO CASO DA LUTA REVOLUCIONÁRIA

LIBERDADE IMEDIATA PARA N. MAZIOTIS, P. ROUPA E K. GOURNAS

EM HONRA A TODXS XS GUERREIRXS ANARQUISTAS E AO MEMBRO DA O.R. LUTA REVOLUCIONÁRIA LAMBROS FOUNTAS

SOLIDARIEDADE A TODXS XS GUERREIRXS APRISIONADXS

BOYBOYRAS/ACTFORFREEDOMNOW!

pode visitar tambem: revolutionarystrugglecase.blogspot.com

Tradução de Fogogrego

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Noruega-Grécia: Mantenham os nazis fora!

[Texto distribuído em Chania, Ilha de Creta, a maior das ilhas gregas, situada a sudeste do continente grego no mar Mediterrâneo. Sua economia é baseada no turismo.]

Você está visitando um país, suas pessoas, e como sabe, está enfrentando ataques viciosos da classe dominante para pagar os encargos da crise econômica global, a maior experimentada desde a década de 1930. Como você também sabe, esses ataques sobre os salários, pensões, saúde e educação têm criado uma enorme onda de resistência da classe trabalhadora e da juventude na forma de 14 greves gerais, manifestações de massa e centenas de milhares de pessoas inundando as ruas de toda a Grécia no último mês, apesar da violenta repressão policial.

No entanto, o que você pode não saber é que o governo e a polícia encontraram aliados nos movimentos neonazistas, que querem canalizar a ira do povo pela pobreza vigente, contra os imigrantes e refugiados. O racismo que o governo grego cultiva, como em toda a Europa, caminha ao lado da islamofobia. Os fascistas são apoiados pelo governo grego, que é um dos mais racistas em todo o território da UE. Usam o encobrimento da polícia para atacar as manifestações dos sindicatos, como pode ser visto durante a greve geral de 28 de junho, mas também contra os imigrantes e trabalhadores locais, como fizeram todo o ano passado em muitas cidades da Grécia. Somente durante o mês passado em Chania eles atacaram dois paquistaneses, um vendedor somalis e desfiguraram a um professor!

Não vamos deixar que Chania se torne uma cidade hospitaleira para os turistas, e para os imigrantes um buraco de assassinos fascistas. Acreditamos que o crime abominável do neo-nazi na Noruega em 22 de julho, com dezenas de vítimas, devem nos unir, onde quer que estejamos, em uma luta comum contra a ascensão da extrema-direita nacionalista, por um mundo melhor, sem racismo, pobreza ou o fascismo!

• Noruega adverte – nenhuma tolerância aos fascistas

• Não à legalização dos movimentos fascistas

• Diga não à islamofobia

• Legalização dos imigrantes

• Imunidade para os refugiados

Unidos Contra o Racismo e o Fascismo

[veiculação: agência de notícias anarquistas-ana]

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