Dinamarca: 5 anarquistas acusados de ataques incendiários (inclusive à embaixada grega)

Hoje [22 de agosto], após quatro meses de aprisionamento, nós finalmente ouvimos as acusações contra nossos amigos e companheiros no tribunal da cidade. Os cinco que foram presos no dia 26 de Abril de 2011 foram acusados oficialmente por ter conduzido numerosos ataques incendiários contra duas empresas de pele, uma filial do banco Nordea (o segundo maior banco na Dinamarca), a delegacia central de polícia, a embaixada Grega, uma escola de polícia, e diversos outros bancos em Copenhagen.

Enquanto algumas dessas acusações eram esperadas, baseadas em depoimentos anteriores
da polícia, a má notícia veio quando a severidade destas acusações aumentou de
simples atos incendiários para acusações oficiais de terrorismo sob as leis de
terror dinamarquesas de 2002.

Os cinco estão sendo acusados de tentar desestabilizar o Estado Dinamarquês e a
polícia através destes supostos ataques. Eles também foram acusados de tentativas de
ataques e incêndios (que supostamente também nunca ocorreram visto que estavam
encarcerados) contra o prédio do parlamento, contra a guarda real da rainha, contra
o prédio do judiciário, e contra uma seita cristã fundamentalista responsável pelo
despejo da “Casa da Juventude” (ou “Ungdomshuset”, espaço em Copenhagen que servia
como ponto de encontro de grupos autônomos de esquerda e apresentações musicais de
cultura marginal) em 2007.

O absurdo das acusações finais enfatiza o quão ridículo é o caso como um todo e
mostra que a polícia está utilizando o caso como uma ferramenta política. Pesquisas
recentes feitas por grupos antifascistas na Dinamarca, descobriram um grupo secreto
de extrema-direita que contém diversas conexões com a própria polícia, com o
governo, partidos nazistas, assim como grupos hooligan fascistas. A polícia está
fabricando grupos “terroristas de esquerda” para distrair a população destas
descobertas recentes, e para amendrotá-los antes das vindouras eleições nacionais.
Os cinco continuam a declarar inocência em relação à todas as acusações,
especialmente em relação às mais recentes e ridículas alegações.

Nós, enquanto anarquistas que se opõem tanto ás prisões quanto ao Estado, apoiamos
nossos companheiros e amigos, visto que lutam contra o Estado. Porque não
conseguimos falar com eles em liberdade desde que foram presos, e porque foram
impedidos de fazer qualquer pronunciamento público, nosso suporte é total diante da
negação da responsabilidade por essas ações, e ao mesmo tempo, também apoiamos as
próprias ações que serviram de acusação, como métodos válidos de resistência.
Independentemente da culpa ou inocência deles para os olhos do Estado, eles foram
forçados à este conflito com o Estado e estão lutando pela sua liberdade. Estamos
chamando por solidariedade internacional direta com os prisioneiros.

Após os resultados da audiência no tribunal hoje, os prisioneiros permanecerão sob
custódia no mínimo até o próximo mês, e possivelmente até o julgamento de cada um
deles. Seus nomes estão sendo mantidos fora de publicações a pedido de seus
advogados, mas saiba que são companheiros e amigos de muitas pessoas que lutam em
Copenhagen. Você pode escrever cartas para eles através do seguinte email:
solidaritetshilsner@gmail.com, e a mensagem será impressa e enviada para um dos
cinco. O e-mail deles está sendo controlado em conjunto com suas visitas, então tudo
será lido pela polícia. Todos os prisioneiros falam inglês fluente e dinamarquês.
Também, todas as expressões de solidariedade são bem-vindas. Ninguém é esquecido na
luta contra o capitalismo e contra o Estado!

Anarquistas em Copenhagen

[agência de notícias anarquistas – ana]

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Atenas, bairro de Peristeri: Agressões fascistas com o respaldo da Polícia

Na sexta-feira, 26 de agosto, uns 30-40 fascistas do bando Jrisí Avgi,
liderados pelo conhecido fascista Panagiótaros, lançaram seu veneno racista
perto da estação de metrô Ag. Antonios, no bairro ateniense de Peristeri.
Estavam provocando o povo local, que lhes diziam para deixar seu bairro, e
logo o bando atingiu jovens antifascistas que chegaram ao ponto de conflito.
Um deles está hospitalizado, com múltiplos golpes de facada por todo seu
corpo. Os fascistas continuaram gritando palavras de ordem eméticas contra
os lutadores, a esquerda e os imigrantes, até que chegaram a praça Burnazi,,
onde se sentaram ao lado dos policiais do grupo motorizado Delta. É claro, a
polícia não só não deteve qualquer membro do bando, como fascistas e a
polícia continuaram a provocar juntos às pessoas que estavam na praça. Na
manhã seguinte, sábado, 27 de agosto, membros do grupo fascista Jrisí Avgi
esfaquearam um imigrante do Bangladesh, na praça do bairro de Ilion.

É uma provocação que façam ataques deste tipo, enquanto as medidas do
memorando trazem a todos nós pobreza, desemprego e nos levam a indignação.
Estão fechando escolas, hospitais, creches e serviços sociais. Ao mesmo
tempo, os fascistas irmãos de leite de Hitler e de Metaxas¹, dos
colaboradores dos regimes fascistas e dos agentes das forças de segurança
durante a Ocupação Alemã (1940-1944), encontraram a oportunidade de dividir,
aterrorizar e espalhar o medo nos bairros. Odeiam a democracia, os
sindicatos, as lutas dos trabalhadores e a juventude.

O governo do Pasok [partido socialista grego] está isolado devido à
resistência dos trabalhadores, e é baseado em sua muleta do ultradireitista
partido Laos. A votação da nova Lei de Educação Superior pelos três partidos
Pasok - Nova Democracia - Laos e o delírio ultradireitista dos parlamentares
contra os lutadores, armam os assassinos. Trabalhadores e a juventude da
região, as associações, organizações e os sindicatos, não devemos subestimar
os ataques. Noruega adverte: Tolerância zero para os neonazistas.

Não estamos à espera. Resistimos com greves, ocupações, com o movimento da
praça da Constituição (Síntagma) e das praças. Unidos e determinados a
esmagar a ameaça fascista e ao mesmo tempo as ofensivas do governo, da União
Européia e do Fundo Monetário Internacional.

Fonte: www.antiracismfascism.org

[1] Militar, oficial do Exército grego, teórico do fascismo e ditador
(1936-1941).

*agência de notícias anarquistas-ana*

Fascistas não passarão!

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Não é novidade que o estado grego acuse os “criminosos” das lutas sociais, baseado em evidências fabricadas

No dia 17 de Setembro de 2010, quatro pessoas armadas assaltaram uma filial do Banco Nacional da Grécia, na cidade de Psachna, na Ilha Evia (norte de Atenas). Meia hora depois, numa auto-estrada nos arredores de Panorama, próximo de Chalkida, capital da ilha, um homem de 27 anos, um homem de 28 anos e uma mulher de 35 anos de idade foram presos. Quando foram levados para a delegacia de polícia, os dois homens – Alexandros Kossyvas e Michalis Traikapis – foram acusados de assalto à mão armada ao banco, e Maria Economou foi acusada de “auxiliar e cúmplice dos fugitivos”. As acusações foram baseadas, principalmente, na conexão dos companheiros e da companheira com a cultura anarquista (M. Traikapis foi um dos “7 deThessaloniki” preso na manifestação contra a reunião da União Europeia de 2003, e finalmente libertado após uma longa greve de fome)

Não encontraram em poder dos três companheiros, no momento em que foram presos, nem armamento nem dinheiro, enquanto as invasivas investigações em suas casas, em Atenas, não revelaram mais do que “máscaras de ski, quatro balas 9 mm, e outros objetos que estão sendo investigados”. Deste modo, em função da inexistência de qualquer evidência incriminatória, as autoridades basearam as suas acusações em depoimentos infundados e contraditórios, fornecidos pelos moradores da região, e que se referem à similaridade de aparência dos acusados com os “criminosos” (um dos habitantes locais, um assistente de quiosque, supostamente recordou-se de um dos companheiros – num momento anterior ao roubo – por aquele ter perguntado: “com licença. Aonde é o banco?”)

Os três negam as acusações, e são conhecidos das autoridades devido à sua participação ativa nas lutas sociais há anos; isso foi motivo suficiente para que A. Kossyvas e M. Traikapis fossem retidos sob detenção pré-julgamento, enquanto M. Economou foi solto, à espera de julgamento.

Somente a dois meses do julgamento do caso do assalto ao Banco Nacional em Psachna, Evia, os dois companheiros M. Economou e A. Kossyvas foram informados que estão a ser acusados em mais um caso: o roubo de outro Banco Nacional, em Schimatari, Viotia. No dia 18 de Agosto de 2011, M. Economou e A. Kossyvas (ele ainda está preso em função da detenção pré-julgamento) compareceram perante o procurador de Tebas que impôs mais restrições às condições de liberdade provisória para ambos, resultado das novas acusações fabricadas.

Texto escrito pelo preso político A. Kossyvas acerca da prolongada ação judicial contra ele

12 de Agosto, 2011

Experienciando uma detenção preventiva por onze meses – o que é inconsistente, mesmo nas “racionais” armações da justiça burguesa – e com o julgamento marcado para o dia 18 de outubro de 2011, baseado em indícios duvidosos praticamente inexistentes, as autoridades policiais, no meio da indolência de verão, apresentaram um laudo de depoimento juramentado apresentado por uma falsa testemunha-neocolaboracionista que data do dia 24/9/2010 (exatamente no dia em que eu e o companheiro Michalis Traikapis atravessámos o limiar das prisões judiciais de Koridallos acusados de roubo do Banco Nacional da Grécia em Psachna, Evia, no dia 17/9/2010) indicando-me como suspeito pelo roubo do Banco Nacional em Schimatari, Viotia, na segunda-feira, 29 de Março de 2010 (antes da Páscoa).

Seguindo, é claro, a acusação ex-officio (que concede direitos de autoridade a quem representa determinado cargo, o procurador de Tebas mandou uma intimação que, aliás, não foi entregue nas prisões Koridallos onde estou temporariamente detido, mas foi descoberta acidentalmente por um vizinho do antigo bairro em que eu residia. Tive que aparecer diante dele no tribunal de instância de Tebas para receber “tempo limite”, e para descobrir, chocado, que Maria Economou é também ré neste caso: embora sua residência permamente seja conhecida, e embora ela apareça mensalmente na delegacia de polícia de sua região em função das condições de restrição impostas pela liberdade condicional, ela nunca recebeu, e nunca foi enviada, obviamente, uma intimação da polícia – que nos últimos tempos tem omitido intimações com a intenção de criar confusão, falsas impressões e emitir pedidos de prisão.

A escolha do momento não é coincidência; nem o fato de que os falsos depoimentos que nos conectam com o assalto estão guardados nas gavetas dos órgãos de Segurança do Estado há quase um ano, e também não é coincidência que estes documentos foram obtidos pelos mesmos polícias que montaram a história de Psachna em Setembro do ano passado, seguindo as fórmulas comprovadas de testemunha contraditória que declaram qualquer coisa que a polícia secreta ditar.

É irrelevante se as evidências que nos associam também com o roubo em Schimatari são fabricadas, e o segundo depoimento do colaborador local da polícia no dia 24/9/2010 é diametralmente oposto ao primeiro, no dia 30/3/2010, e gritantemente falso e hilariante. A ordem foi dada.

O nosso novo processo são as decisões políticas de um governo social-fascista, dos escalões superiores dos ministérios de Proteção ao Cidadão e Justiça, assim como dos quartéis- generais da polícia. É uma estratégia do aparelho do Estado que se apresenta evidentemente como ofensivo e repressivo.

Tal perseguição está entre outras dezenas que se direcionam contra insurgentes, anarquistas e lutadores aprisionados. Faz parte da submissão a julgamento perante a corte-marcial, que decorrem de sentenças que essa mesma corte impõe. Seu alvo é a aniquilação política e social. Vamos então contra-atacar.

Solidariedade com os presos políticos significa a intensificação da luta radical dos dissidentes.

LIBERDADE PARA TODOS NÓS
Amigável e Companheiramente,
Alexandros Kossyvas
Prisões de Koridallos, Ala 1
(Original em grego)

Texto de M. Economou sobre a nova convocação do tribunal (em inglês)

13 de Agosto, 2011

Texto assinado por seis presos políticos acerca da ação judicial contra a companheira M.Economou e o companheiro A Kossyvas (em inglês)

16 de Agosto, 2011

‘[. . .] Nós não iremos focar os polícias que “exageraram”, os promotores públicos que “foram arbitrários”, os jornalistas que “desinformaram”. O que pretendemos é, através de nossa própria história, descrever os termos modernos da submissão. Para expor, na perspectiva comum, essas pequenas histórias que compõem todo o mundo bárbaro que nos cerca. Cada um de nós deveria tomar uma posição. Nós tomámos a nossa. Reivindicamos o cancelamento das acusações e nossa imediata libertação, sem implorar por nada. Nós não somos vítimas; nós somos parte de nossas escolhas. Por tudo o que fizemos, por tudo o que não fizemos, por outras coisas que deixamos. Ninguém deveria procurar os “inocentes” entre nós. Estamos do lado dos que são chamados repetidamente de “culpados”. Estamos próximos dos pobres diabos, dos imigrantes, dos fora-da-lei, dos ladrões, dos “terroristas”. E assim permaneceremos: pelo que nos antecede, agora e sempre”

Alexandros Kossyvas, Michalis Traikapis, Maria Economou — 19 de Outubro, 2010

Apoiemos os companheiros Alekos Kossyvas, Michalis Traikapis, Maria Economou!
SOLIDARIEDADE COM TODOS OS LUTADORES APRISIONADOS E PERSEGUIDOS

[retirado de contra info]

me lembra vc. ou melhor, uma imagem idealizada q faço de vc já q não nos conhecemos. rsrs
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Tessalónica, Grécia: A okupa Delta em risco de desalojo

A okupa Delta permanecerá

Não é para alugar

No final de julho o Instituto Tecnológico Educational Alexandrio de Tessalónica, anuncio publicamente sua intenção de oferecer o edifício localizado no nº13 da rua Egnatia para aluguer – o edifício tem sido ocupado pelos ultimos quatro anos.

Após anos de negligência, este espaço tornou-se através de processos coletivos, a partir de edifício abandonado e inacessível, um projeto livre e social aberto a todos. Sua operação é baseada na igualdade e solidariedade, contra e longe de toda forma de Estado ou de gestão privada. As decisões são tomadas coletivamente e horizontalmente, com base em nossas necessidades, desejos e possibilidades.

Espaços liberados e okupas são a solução.
O problema é o capitalismo.

Estamos passando por um período selvagem de redistribuição da riqueza social, onde os ricos estão ficando mais poucos e mais ricos e os pobres mais e mais pobres; querendo levar a cabo seus planos odiosos, eles continuam a atualizar seu arsenal jurídico e logístico, dentro do planejamento internacional dos patrões. O Estado atuando com a estratégia “divide et impera” tenta isolar aqueles que lutam e resistem, estigmatizá-los, a fim de ser mais fácil de confrontá-los.

Quando as okupas,
as partes subversivas da sociedade
e os combatentes são atacados,
é como se fossemos todos atacados.

A repressão além do seu efeito imediato, tem um “caráter exemplar”. Sua finalidade é de desencorajar qualquer um intenta resistir e procurar soluções radicais-realistas para sua vida. Por estas razões é necessária a solidariedade classista e social entre os oprimidos. Não há soluções individuais para problemas coletivos. A acção coletiva é a resposta.

Se não nos unirmos na luta comum contra a opressão,
então vamos compartilhar uma derrota comum.

fonte: athens.indymedia.org

[retirado de contra info]

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O acordo europeu para o “terrorismo” transpõe-se à legislação grega

 

Mais cláusulas na lei "anti"-terrorista, mais se reforça o totalitarismo

[O seguinte texto, publicado em http://stavrochoros.pblogs.gr, trata as
iminentes modificações da chamada lei antiterrorista grega. No verão
passado houve outro reforço do arsenal repressivo do Estado. Para além do
óbvio, ou seja, da imposição da sociedade do terror, o totalitarismo
absoluto, também se destina a consolidação da alteração de conteúdo de
diversos conceitos (ameaça, terrorismo, etc.) segundo os modelos e os
interesses da soberania, e da habituação do pensamento humano a este novo
uso. Pretende-se, de uma forma mecanicista e fascista, a intimidação da
sociedade, a ruptura de todos os laços de solidariedade entre os seus
membros e a imposição da sociedade de terror. Não passarão; os terroristas
são o Estado e o Capital.]

Um projeto de lei, com disposições que criminalizam a expressão pública de
opinião sempre que claramente induza a um grande número de pessoas a
cometer um crime "terrorista", está nas mãos do Ministro da "Justiça", M.
Papaioannu. Trata-se da transposição ao direito grego do Acordo do
Conselho da Europa, assim como da decisão da UE sobre a prevenção do
terrorismo.

São três os novos crimes "terroristas" padronizados com este projeto, no
artigo 187A do Código Penal, como novas formas de participação na ação
"terrorista": a indução pública (incitação) à prática de infrações
terroristas, o recrutamento de um grupo terrorista e o treinamento de
candidatos terroristas na utilização de materiais explosivos (via
internet).

Estes crimes complementam a monstruosidade institucional da legislação
"anti"-terrorista extraordinária, que está se espalhando ao longo dos
últimos dez anos (especialmente depois do 11 de setembro) por todos os
países da UE. Com a introdução na legislação grega de três novos crimes de
terrorismo, já não será possível garantir que nestes não sejam incluídos
como puníveis as opiniões, idéias e ações sociais abertas de indivíduos,
organizações comunitárias e organizações políticas, os quais os aparelhos
de repressão classificaram arbitrariamente como "perigosos/as" para a
ordem pública e segurança do Estado.

Já o governo desde setembro passado eliminou, em segredo, as cláusulas
"protetoras" da lei "anti"-terrorista anterior, as quais não consideravam
terrorismo a ação em favor da liberdade e o exercício dos direitos civis,
políticos ou sindicais fundamentais!

No entanto, muito antes de sua abolição, as disposições desta legislação
"anti"-terrorista já havia sido aplicada aos casos dos jovens
manifestantes de Larissa, em dezembro de 2008. Ainda que as acusações de
envolvimento de estudantes em uma organização terrorista tenham sido
derrubadas em juízo, a questão institucional e jurídica criada é enorme.

O comitê que redigiu a versão final da nova (quarta) "lei antiterrorista"
atribuiu grande importância à formulação da definição do crime de
incitação pública, pois esta ameaça diretamente o exercício dos direitos
fundamentais consolidados (liberdade de expressão e troca de idéias).

De acordo com a formulação da Convenção do Conselho da Europa, a
disposição de uma mensagem à opinião pública, com a intenção de incitar à
prática de um crime terrorista, é punível independentemente de defender,
direta ou indiretamente, a execução desses crimes! O único requisito é a,
vagamente formulada, provocação do risco de cometer um ou mais de tais
crimes.

Como observaram, no entanto, certos juristas, esta formulação é tão vaga e
geral que abre uma janela para processar como terroristas mesmo aqueles
que expressam opiniões extremas ou fazem uma crítica feroz a uma política
do Estado, basta flutuar uma ameaça terrorista invisível!

Para evitar estes efeitos secundários, foram adicionadas às convenções
européias algumas reservas, segundo as quais os novos termos penais
"anti"-terrorista não se destinam a afetar os princípios estabelecidos,
concernentes à liberdade de expressão e ao direito de reunião. No entanto,
tampouco esta formulação foi considerada uma proteção adequada.

Ante este dilema jurídico, o comitê grego que elaborou o projeto de lei
concluiu em uma diferente abordagem jurídica - vinculou diretamente o
crime de incitação pública à prática de um crime de terrorismo, com as
conseqüências possíveis que a incitação pública possa ter. Portanto, um
requisito para que a incitação pública seja punível é que realmente seja
cometido um crime de terrorismo que afete diretamente a vida e a paz
social.

Assim, segundo esta versão da controvertida cláusula, a incitação pública
ao terrorismo (em qualquer forma que seja realizada) é punível sempre que
este ato tenha levado a cometer crimes terroristas concretos por parte de
muitas pessoas (e não apenas por uma). Com esta formulação, os membros da
comissão trataram de evitar uma criminalização generalizada ou a bem da
mera expressão da opinião pública ou da mera simpatia pelo terrorismo em
geral, já que isso violaria o quadro constitucional vigente.

Interessante notar que no direito penal grego há artigos que coíbem a
agitação pública para cometer crimes (menores e maiores). No entanto,
estes termos são em caráter geral, referem-se todas as infrações do código
penal.

O Conselho da Europa e da União Européia, no entanto, requerem alguns
regulamentos especiais para estes crimes específicos relacionados com a
atividade terrorista. Os mesmos requisitos são exigidos pela diretiva da
UE, que penaliza a divulgação do discurso de caráter racista-xenófobo, o
qual gera ódio na sociedade e leva à perpetração de delitos puníveis
(crimes racistas).

Um pouco mais fácil, no entanto, foi a tarefa do Comitê, no que diz
respeito à transposição à ordem jurídica interna das outras duas cláusulas
que punem:

- que engane ou convide outra pessoa a participar na perpetração de um
crime de terrorismo ou a unir-se a um grupo organizado (recrutamento).

- que dê instruções e conselhos, pela internet, sobre a utilização de
explosivos e outras substâncias, com a finalidade de cometer crimes
terroristas. No entanto, nestas cláusulas há uma questão de imprecisão na
definição do crime e da conduta ilegal.

Estes três novos crimes de terrorismo introduzem formas especiais de
participação nos crimes comuns, pelo autor da ação ou membro de um grupo
e, claro, têm que ser punidos com penas menores. No entanto, o Comitê
constatou uma disparidade evidente nas penas por envolvimento em casos de
terrorismo, já que em muitos casos, a mera participação e cumplicidade são
puníveis tão rigorosamente como a autoria!

[notícia veiculada por agência de notícias anarquistas-ana]
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Grupos de contra-informação produzem cartaz contra devotos da pátria e defensores da unidade nacional


PULVERIZEMOS A UNIDADE NACIONAL

Uma vez que não nascemos ontem, desde que cuspimos na propaganda da media corporativa temos vindo a manter bem viva a memória…
Nascidos aqui ou não, também aqui vivemos ou caminhamos por estas ruas, e por isso sabemos bem demais que:

TAMBÉM OS GREGOS ASSASSINAM
(massivamente) no Afeganistão, na Somália ou por onde as botas da Armada grega caminhem, como o massacre em Srebrenica, no passado recente, e como em todo o lugar onde a protecção dos “interesses económicos nacionais” for necessária.

TAMBÉM OS GREGOS VIOLAM
meninas e meninos de África, da Europa Oriental e de todo o lado, desde há vários anos já, nos bordéis da capital ou nos bares de alterne da província, dentro das delegacias dos nossos bairros.
Outra prova tangível do seu marialvismo, reforçada pelas condições económicas (camufladas) do “poder grego”.

TAMBÉM OS GREGOS ROUBAM
banqueiros gregos, armadores, patrões, empresários de médio ou longo alcance, condutores de igrejas ou políticos, juízes honestos e polícias incorruptíveis; na Grécia, nos Balcãs e por onde expandam os seus imundos negócios.

A UNIDADE NACIONAL É UM EMBUSTE
cujo objetivo é criar a ilusão em todos nós “os de baixo” que temos interesses comuns com aqueles que nos vão ao bolso, com os que violam a nossa personalidade, assim como com aqueles que querem espremer-nos até dizer chega antes de nos exterminar numa cozinha, numa prisão ou num manicómio.

NÃO SOMENTE DEVEMOS RECUSAR ORGANIZAR A NOSSA RESISTÊNCIA NA BASE DA UNIDADE NACIONAL COMO
TAMBÉM DEVEMOS PULVERIZÁ-LA!

Grupos de Contra-informação, contra os devotos da pátria
e os defensores da unidade nacional

 

[retirado de contra info]

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Atualização sobre as mobilizações contra o desvio do rio Aqueloo

[A seguir texto publicado pelo grupo anarquista “Dysinios Ippos” (Cavalo Rebelde), para informar as recentes mobilizações contra o desvio do rio Aqueloo.]

Após uma série de eventos coordenados e intervenções nos últimos anos em Atenas, Arta, Patras, Ioannina, Agrinio, Trikala, Karditsa, Larissa, Igumenitsa e em outras cidades, foi realizada pelo quinto ano, às margens do rio Aqueloo, em Mesochora, a Reunião Autônoma de Luta, com dezenas de lutadores de diferentes regiões. A reunião começou na quarta-feira, 10 de agosto, com intervenções no povoado, criando um espaço com material informativo impresso e fotográfico, com instantes da luta contra as barragens e o desvio do Aqueloo e, no geral, de protestos contra a ofensiva que estão recebendo pelo Estado e pelo Capital, várias áreas do mundo natural. Desde o dia anterior (9 de agosto), vários companheiros se encontraram em Mesochora, divulgando a informação sobre a mobilização iminente nos arredores do povoado, com cartazes e preparando o espaço que abriga os participantes no acampamento durante os últimos anos. Todos os dias, a Reunião Autônoma celebrava sua assembléia às margens do rio, e ali, coletivamente, se tomaram todas as decisões sobre as ações dos dias seguintes, bem como sobre questões de funcionamento do espaço que nos abrigou (alimentação, limpeza, etc.).

Na quinta-feira, 11 de agosto, na praça do povoado de Mesochora, realizou-se a projeção preanunciada sobre o Aqueloo e em geral sobre a ofensiva cada vez mais intensificada que está recebendo o meio ambiente natural nos últimos anos, mediante a invenção ideológica do desenvolvimento “verde”. Desde as primeiras horas da tarde, foi montado um sistema de comunicação, pelo qual se lia o texto da Reunião Autônoma, enquanto duas faixas foram penduradas que permaneceram ali durante todo o tempo de mobilização. Um deles tinha “A cultura da contaminação não se limpa, se derruba”, enquanto o outro colocava “Contra o desenvolvimento verde, represas e desvios, o Aqueloo vai ganhar”. A projeção durou até por volta das 23h30, com a participação de muitas pessoas.

No dia seguinte, sexta-feira, 12 de agosto, um grupo de companheiros foram para a área de Mesunta, a 35 quilômetros de Mesochora, esperando conhecer de perto um trecho diferente do rio. Vários companheiros caminharam ao longo de um trajeto e depois de uma hora percorrendo a montanha, alcançaram o ponto onde foi morto o capitão da guerrilha comunista (ELAS) da Guerra Civil, Aris Velujiotis.

No sábado, 13 de agosto, alguns companheiros partiram de Mesochora e subiram alguns quilômetros ao norte, atravessando o rio e entrando em contato com a paisagem de excepcional beleza natural que o rodeia, bem como os primeiros sinais de desmatamento das matas ciliares. Desde a intervenção do ano passado tinha sido observado que tinha atingido uma distância de 5 km de Mesochora.

Domingo, 14 de agosto às 10 horas da manhã, foi realizado um comício, onde foram distribuídos vários textos à população local, enquanto por volta do meio-dia e após uma intervenção-chamada a uma manifestação para os moradores, que naquele momento estavam realizando uma assembléia da Associação de Inundados de Mesochora, partiu uma caravana de motos e carros para a barragem, para realizar uma assembléia no local em que está sendo cometida a catástrofe. Cerca de 150 pessoas, incluindo muitos dos habitantes, participaram da manifestação, que foi bastante entusiasmada, gritando palavras de ordem contra o desenvolvimento “verde”, as barragens e o desvio do Aqueloo, enquanto foi montada uma instalação sonora e eram distribuídos textos aos motoristas dos carros que ali passavam. A presença policial era muito forte, com três esquadrões de grupos de choque, alinhados a pouca distância da multidão. A manifestação foi concluída em torno das 14 horas.

Finalmente, na segunda-feira, 15 de agosto, alguns companheiros fizeram uma subida ao pico da montanha, perto de “Huevo” (Avgó), a uma altitude de 1.500 metros, realizando mais um contato com o ambiente natural, extremamente raro e rico, ao sul de Pindos.

Por mais um ano, nenhum dos outros componentes da luta mais ampla contra o desvio e barragens do Aqueloo e a contra a destruição e pilhagem da natureza esteve às margens do rio, lutando para defender sua existência do apetite voraz do Estado e da Companhia de Eletricidade. Aparente também foi a indiferença geral pelo o caso de muitos habitantes de Mesochora. Para nós, esta lógica de resignação e abandono, de confiança nos julgamentos dos tribunais institucionais e nos mecanismos de mediação é o mais perigoso e autodestrutivo que se possa encontrar ao longo do caminho da luta social, que se está levando a cabo coletiva e horizontalmente e desde baixo, pela defesa da natureza e das comunidades locais, das ambições destrutivas do Estado e dos interesses capitalistas. Sob nenhuma circunstância pode-se permitir o enfraquecimento dessa luta. Embora algumas agências tornaram-se inativas ou façam vista grossa, com nossa presença no mesmo ponto das barragens e do pretendido desvio do rio, bem como a promoção do assunto no local, com vários eventos e atividades, procura exacerbar, radicalizar e, finalmente, reavivar a luta, porque apesar de todas as declarações em contrário, estamos profundamente convencidos de que o Estado, as empresas de construção e o poder político e econômico que estão dominando Tessália, em nenhum momento têm renunciado a fim de concluir e operar o maior projeto de construção realizado na Grécia.

Em última instância, a luta contra as barragens e o desvio do Aqueloo não começa nem termina aqui. Permanece constante em todos os cantos do país, onde haja pessoas que resistam à ofensiva do Estado e das empresas construtoras contra a natureza e a sociedade. Está associada a uma série de outras lutas contra a destruição e a pilhagem da natureza, do nordeste de Calcídica até Tympaki em Creta, e desde o monte Parnis em Atenas e o golfo Amvráquico até Lefkimi em Corfu e Keratea, na província de Atenas. Faz parte de uma luta global pela defesa do mundo natural e da sociedade da brutal agressão que estão recebendo do capitalismo e do Estado, pela luta pela terra e liberdade…

Contra o desenvolvimento “verde”, as represas e o desvio… O rio Aqueloo vai vencer!

Grupo anarquista “Dysinios Ippos” Patras, quarta-feira, 17 de agosto de 2011.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais infos e fotos: http://ipposd.wordpress.com/

[notícia veiculada por agência de notícias anarquistas-ana]

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Abertura de pedágios com vista às mobilizações na Feira Internacional de Tessalônica

bandeira denplirono

[Neste último domingo, 21 de agosto, membros do Movimento Denplirono (“Não Pago”), assim como muitos motoristas que estavam retornando para Atenas, participaram da abertura dos pedágios de Afidnes (estrada entre Atenas e Tessalônica). A seguir você pode ler o breve comunicado informativo liberado pelos Comitês de Luta.]

Comunicado:

Sendo fiéis à posição de que não paramos nossas atividades no verão, os Comitês de Luta do Movimento “Não Pago” reuniram-se no domingo, dia 21 de agosto, nos pedágios de Afidnes (estrada entre Atenas e Tessalônica).

Por mais de três horas, atravessaram os pedágios dezenas de milhares de motoristas, sem pagar, pelo pedágio de Afidnes, das 19 horas até muito tarde da noite. Foram distribuídos mais de 5.000 panfletos, convidando as pessoas a se manifestar na Feira Internacional de Tessalônica. Os motoristas, passando pelas portagens, comemoravam constantemente buzinando. Muitos foram aqueles que pararam seus carros e corresponderam ao chamado da grande faixa que tínhamos pendurado na ponte da estrada: “Amigo condutor, pare e venha abrir os pedágios conosco por 10 minutos”.

São indicativos os muitos “presentes” recebidos pelos lutadores dos nossos concidadãos (biscoitos, refrescos, frutas, etc.) em sinal de alegria e solidariedade.

A luta por estradas livres, bens sociais livres e vidas livres, continua!

Vídeo da ação:

Mais infos:

http://epitropesdiodiastop.blogspot.com/

Movimento “Não Pago”

http://denplirono.wordpress.com/

[notícia veiculada por agência de notícias anarquistas-ana]

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Ioannina, noroeste da Grécia: APOIO AOS IMIGRANTES (cartaz colectivo)

Os emigrantes de ontem são os imigrantes de hoje

Em 9 de Junho de 2011, a polícia evacuou violentamente e destruíu o local de residência  dos imigrantes em Igoumenitsa. Dezenas deles foram presos tendo muitos deles sido forçados a fugir para o continente.  Alguns vieram parar à nossa cidade [Ioannina, no noroeste da Grécia].

Imigrantes —a parte mais subestimada e explorada da classe trabalhadora— não devem ser perseguidos nunca mais!

Não se pode  permitir que os imigrantes sejam vítimas dos apetites da bófia, dos juízes, dos racistas e de pacíficos cidadãos. Toda a solidariedade e ajuda mútua para a defesa dos habitantes locais e idos migrantes e para o ataque aqueles que os exploram e oprimem. Não se pode aceitar que o direito de  livre circulação e de residência deixe de se aplicar a todxs.

Para eliminar a linha divisória formada por fronteiras e territórios.

FACTUALMENTE – MATERIALMENTE – POLITICAMENTE
APOIO AOS IMIGRANTES

Compas | antifa [ i ] | Tapi & psychremi [pobretes & alegretes] | ESE Ioanninon [União Sindical Libertária de Ioannina] | katalispi Antiviosi [Okupa Antivosi]

 

Fonte: Rádio Autónoma de Ioannina

[retirado de contra info]

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Ataque fascista no centro de Atenas

imigrante seriamente ferido

Segundo o Comitê dos Refugiados Afegãos, um mais ataque fascista contra um imigrante ocorreu na noite de terça feira, 16 de agosto, perto da praça Attiki (centro de Atenas). Uma gangue de sete neonazistas atacaram um imigrante de 25 anos que ficou gravemente ferido e hospitalizado. No dia seguinte as pessoas que foram na delegacia da policia em Aghios Panteleimonas para denunciar o ataque fascista receberam a reposta dos policiais que eles não iam fazer nada, incitando a formar sua própria gangue e bater de volta.

fonte: athens.indymedia.org

[retirado de contra info]

 

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