FogoGrego

FogoGrego

Na Mitologia: O fogo grego tem uma estreita ligação com a figura mitológica de Prometeu. Como Hesíodo expressa nos seus poemas Teogonia e Os Trabalhos e os Dias, Prometeu, um dos Titãs, devolveu o fogo aos humanos que dele tinham sido privados por Zeus. Este castigou Prometeu por ter beneficiado os humanos na repartição dos lotes de um sacrifício, prendendo-o a um mastro para ser torturado por uma águia, que durante o dia lhe devorava o fígado incessantemente; mas este regenerava-se durante a noite. Este deus obstinado mostrou uma nobre personalidade, tendo sido posteriormente libertado por Hércules, que matou a águia. Prometeu teria ensinado os homens a usar o fogo e é assim que através deste mito os Gregos explicam o aparecimento do fogo na terra. Nas Metamorfoses de Ovídio, Prometeu está intimamente ligado ao elemento humano por ter sido o autor da criação do homem à imagem dos deuses a partir de uma porção de lodo. Para além destes poderes, proporcionou o conhecimento do tempo, da aritmética, da navegação, da domesticação de animais e da adivinhação do futuro através da análise das suas entranhas e do fogo sagrado.

Prometeus rouba o fogo de Zeus para devolve-lo axs gregos.

Na História: Na Idade Média, dava-se o nome de fogo grego a uma mistura viscosa que flutua e queima até mesmo em contato com água, muito utilizada pelos bizantinos contra inimigos, em geral muçulmanos, nas diversas tentativas de tomada que Constantinopla enfrentou até 1453. Frequentemente armazenada em pequenos vasos de barro, podia ser lançada de muralhas e barcos diretamente sobre o inimigo. A tecnologia de bombeamento por tubos de bronze do nafta pressurizado para lançar o fogo foi desenvolvido por um homem chamado Kallenillos. Ele mostrou sua arma aos bizantinos em 668d.c., que a usaram para acabar com o cerco que durava cerca de 07 anos que os mulçumanos impunham a Constantinopla pelo mar, assim acabando com toda a frota e o cerco. Naquela época era uma arma temida por muitas nações. As chamas desse sistema eram impossíveis de apagadas. Não há relatos exatos a respeito da composição química dessa arma. Os bizantinos esconderam ou destruíram a fórmula, para evitar que caísse nas mãos de inimigos, mas uma provável hipótese é que seja algum composto variante de nafta. É provável que tenha sido feita a partir de cal viva (óxido de cálcio, CaO), petróleo, nafta, enxofre e salitre, entre outras substâncias. Foi muito utilizado na Ásia. Durante séculos foi o grande trunfo da força naval bizantina, mas apenas nos anos 1.200 a arma ganhou o nome de Fogo Grego dado pelos europeus ocidentais nas cruzadas. A fórmula é uma arte perdida com tentativas de produzi-la no decorrer dos séculos, mas todas fracassaram.

Fogo grego, que nunca se apaga, lançado por tubos de bronze, na Idade Média.

Na política: O anarquismo na Grécia tem uma história muito interessante, que remonta ao próprio surgimento da democracia. O povo grego sempre se mostrou muito destemido e uma inspiração para todxs nós comunistas libertários, com seu exemplo de luta e garra. Desde a famosa “Tripulação” (os barqueirxs anarquistas de Tessalônica, que incendiavam navios do Império Turco-Otomano nos idos de 1900), passando pelos grupos guerrilheiros urbanos de tendência anarquista que enfrentavam a polícia da ditadura grega de igual pra igual em poder de fogo nos anos 70, até xs bravxs compas que, desde 2008, vem vingando a morte do jovem libertário Alexis Grigorópulos com seus flamejantes molotovs atirados insistentemente contra alvos como viaturas de polícia, bancos e sedes de partidos institucionais. O FogoGrego, mais que um blog, é também uma campanha. De solidariedade ao povo grego em luta, que hoje em dia enfrenta uma de suas piores crises. Divulgue a luta na Grécia, e no mundo.

Conspiremos juntxs: fogogrego@riseup.net

FogoGrego PovoGrego. Divulgue a luta na Grécia e no mundo!

 

 

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